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Esquema com drones para envio de armas a presídios é alvo de operação policial em Canoas

Uma investigação policial revelou a atuação de um grupo criminoso especializado no uso de drones para transportar armas, drogas e celulares para dentro de penitenciárias no Rio Grande do Sul. Nesta terça-feira (31), a Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular o esquema, que teria ligação com crimes ocorridos dentro da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan).

Foto: Karine Viana/Palácio Piratini

De acordo com a apuração, os suspeitos operavam de forma organizada, realizando lançamentos de materiais ilícitos em diferentes unidades prisionais do Estado. A ofensiva cumpre mandados de prisão preventiva contra detentos e ordens de busca e apreensão em cidades como Canoas, Charqueadas, Gravataí, Montenegro, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

O grupo utilizava drones de alta tecnologia, com baixo nível de ruído e capacidade para transportar cargas relevantes, o que facilitava a entrada dos itens proibidos nas áreas internas dos presídios. As operações eram feitas, em geral, a partir de pontos estratégicos próximos às unidades, dificultando a ação das forças de segurança.

Segundo a delegada Luciane Bertoletti, responsável pelo caso, a organização funcionava de maneira contínua e estruturada, com integrantes encarregados exclusivamente da pilotagem dos drones. A investigação aponta que o esquema pode ter realizado centenas de entregas ilegais, evidenciando a dimensão das atividades.

Ainda conforme a polícia, os operadores recebiam ordens diretas de lideranças criminosas já detidas, que coordenavam as ações de dentro das penitenciárias. Ao todo, pelo menos 12 pessoas foram identificadas como participantes do esquema.

Interceptações telefônicas ajudaram a confirmar a rotina das operações, com registros de mensagens que indicam o planejamento das entregas, a execução dos voos e até relatos de falhas nos equipamentos durante as ações.

A polícia também investiga a possível relação do grupo com a entrada de uma arma utilizada na execução de um líder de facção dentro da Pecan, em novembro de 2024. A suspeita é de que o armamento tenha sido introduzido na unidade por meio de um drone operado pelo mesmo grupo.

Para os investigadores, o caso evidencia uma nova dinâmica do crime organizado, com a terceirização de serviços especializados, como o uso de tecnologia para burlar a segurança do sistema prisional.

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