A família da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, vítima de um crime brutal em Santa Catarina, ainda não sabe quando poderá realizar o sepultamento. O velório está previsto para ocorrer em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, porém não há definição sobre a data de traslado dos restos mortais.
![]() |
| Foto: divulgação |
De acordo com as informações das autoridades responsáveis pela investigação, materiais genéticos coletados pela perícia seguem em análise, o que impede, até o momento, a liberação do corpo. Exames também devem indicar se a vítima foi dopada antes do crime, o que pode contribuir para o esclarecimento das circunstâncias da morte.
Luciani era natural de Alegrete e foi criada em Canoas, onde vive a maior parte de seus familiares. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai já havia falecido há cerca de duas décadas, também vítima de latrocínio.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a principal linha de investigação aponta para um crime com motivação patrimonial, caracterizado como latrocínio. A apuração indica que suspeitos teriam utilizado dados e bens da vítima após o assassinato.
A corretora foi vista pela última vez no início de março, em Florianópolis. Dias depois, partes do corpo foram localizadas na zona rural de Major Gercino, sendo posteriormente confirmadas como pertencentes à vítima. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, incluindo indivíduos ligados ao convívio próximo de Luciani.
Durante as investigações, a polícia identificou movimentações financeiras e compras realizadas em nome da vítima, além de mensagens enviadas com características incomuns, o que levantou suspeitas por parte da família ainda nos primeiros dias do desaparecimento.
Os animais de estimação de Luciani também foram localizados e resgatados, sendo posteriormente entregues aos familiares. O caso segue sob investigação enquanto a família aguarda a conclusão dos laudos periciais para finalmente realizar a despedida.

0 Comentários