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Ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Gringo é preso por suspeita de fraude em licitações

O empresário Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, ex-vereador de Porto Alegre, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (17) por suspeita de envolvimento em irregularidades em processos licitatórios. Natural de Sarandi, no norte do Estado, ele tem 50 anos, é pai de oito filhos e construiu carreira no setor de saneamento, com atuação em serviços como limpeza de redes, transporte de resíduos e fornecimento de água por caminhões-pipa, atendendo prefeituras e órgãos públicos.

Foto: Fernando Antunes/CMPA / Canoas 24 horas

De acordo com as investigações, empresas vinculadas ao ex-parlamentar, registradas em nome de terceiros, teriam participado de licitações de forma simultânea, indicando possível combinação de resultados. Ao menos cinco contratos estão sob suspeita, totalizando cerca de R$ 2,5 milhões. Familiares, entre eles filhos e um irmão, também são investigados por possível participação no esquema.

Gringo ganhou projeção durante a enchente de 2024 ao auxiliar em resgates e disponibilizar máquinas para drenagem em áreas atingidas na zona norte da Capital, como o bairro Sarandi. No mesmo ano, foi eleito vereador com 7.891 votos. Antes da posse, chegou a ser investigado por suposta compra de votos, mas acabou absolvido pela Justiça Eleitoral por falta de provas.

Durante o mandato, manteve atuação independente e utilizava as redes sociais para divulgar fiscalizações e denúncias relacionadas a serviços públicos. Segundo a Polícia Civil, o ex-vereador já havia sido investigado anteriormente por suspeita de participação em desvio de recursos do antigo Departamento de Esgotos Pluviais, caso no qual firmou acordo de delação premiada e ainda responde judicialmente.

Em 2025, uma comissão parlamentar apontou indícios de irregularidades envolvendo contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto durante o período em que ele exercia o cargo. Entre os apontamentos, está a ligação com empresa que manteve contrato de R$ 3,6 milhões com o órgão. As situações levaram à cassação do mandato em dezembro daquele ano.

No momento da prisão, realizada na zona norte de Porto Alegre, o ex-vereador foi encaminhado à delegacia e declarou ser alvo de perseguição. A defesa informou que ainda não teve acesso completo ao inquérito e que irá se manifestar após análise dos documentos.

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