O Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas deverá retomar os atendimentos apenas a partir de junho de 2027. O novo prazo está relacionado à segunda etapa das obras de recuperação do prédio, que sofreu danos durante a enchente registrada em maio de 2024.
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| Foto: Fran Beck/PMC |
De acordo com a Prefeitura de Canoas, foi lançado edital para contratação da empresa responsável pela elaboração e execução dos serviços. A abertura das propostas está prevista para o dia 22 de abril e, caso não ocorram impugnações administrativas ou judiciais, o contrato poderá ser firmado no início do segundo semestre deste ano.
A estimativa inicial indicava reabertura em dezembro de 2026, mas o cronograma foi revisado. Segundo o edital municipal, o período de execução da obra será de aproximadamente um ano, com conclusão prevista para junho de 2027. O contrato com a empresa vencedora deverá ter duração total de 18 meses.
Entre os serviços previstos estão a recuperação do telhado, substituição de revestimentos, intervenções nas casas de máquinas e nos reservatórios de água, além de melhorias nos sistemas elétrico e hidrossanitário. O projeto também contempla instalação de climatização, pintura e paisagismo. O investimento estimado chega a R$ 10,13 milhões.
Mesmo após a finalização das obras, ainda será necessária a aquisição de mobiliário e equipamentos médicos. Em setembro de 2024, a administração municipal suspendeu o processo de compra desses itens, e ainda não há definição sobre quando a unidade estará totalmente equipada para funcionamento.
Fechado desde a enchente de 2024, o HPS é referência para mais de 150 municípios. A interrupção dos atendimentos impacta diretamente a rede de saúde local e da Região Metropolitana, ampliando a pressão sobre outras instituições.
Atualmente, os pacientes são encaminhados ao Hospital Nossa Senhora das Graças, que opera com alta demanda ao atender também casos de oncologia e neurologia. Além da reestruturação física, a gestão futura da unidade é apontada como outro desafio, já que o município afirma não ter condições de manter três hospitais em funcionamento.

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