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Polícia avança na apuração sobre denúncias de assédio contra professor em escola de Canoas

As investigações envolvendo um professor do Colégio Estadual Marechal Rondon, em Canoas, suspeito de assédio contra alunas, seguem em andamento e entraram em uma etapa mais aprofundada. O caso é conduzido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Foto: Canoas 24 horas 

De acordo com as informações da corporação, a fase inicial do inquérito foi concluída com a oitiva dos estudantes ligados ao caso. A partir de agora, a investigação passa a concentrar os depoimentos nos pais e responsáveis que formalizaram as denúncias. Segundo o delegado Maurício Barison, responsável pela apuração, essa etapa busca reunir mais detalhes e dar sequência ao esclarecimento dos fatos.

O caso teve início no dia 25, após um episódio ocorrido dentro da sala de aula que motivou as primeiras denúncias. Na ocasião, o professor foi localizado e detido, mas acabou sendo liberado depois de prestar depoimento, já que não havia elementos suficientes para mantê-lo preso.

Relatos de alunas indicam comportamentos considerados inadequados, como falas de teor impróprio, aproximação física e atitudes interpretadas como invasivas. Há ainda a indicação de que essas condutas já vinham ocorrendo anteriormente.

Por envolver adolescentes com idades entre 12 e 14 anos, os nomes dos envolvidos são preservados, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além da investigação policial, a 27ª Coordenadoria Regional de Educação instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos. Paralelamente, equipes especializadas realizam ações de acolhimento à comunidade escolar.

A Secretaria Estadual de Educação confirmou que o professor foi encaminhado à delegacia após as denúncias. Já a direção da escola informou que tomou conhecimento das situações no mesmo dia em que alunas procuraram a equipe diretiva para relatar os episódios.

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