A Prefeitura de Canoas informou que avalia como inconstitucional a paralisação dos professores da rede municipal e comunicou que não haverá abono de ponto aos profissionais que não comparecerem às atividades. A mobilização ocorreu entre terça-feira (14) e quarta-feira (15) e, conforme a administração municipal, gerou impactos para estudantes e famílias. O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) anunciou o início de greve a partir do dia 22 de abril.
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| Foto: divulgação |
De acordo com a administração municipal, o movimento é acompanhado com preocupação, embora o diálogo com a entidade representativa permaneça aberto. A gestão afirma que parte das demandas já foi atendida e que outros pontos possuem prazo para resposta, destacando medidas como manutenção do vale-alimentação, retomada das eleições para diretores, ajustes em descontos de aposentados, continuidade do auxílio-transporte mesmo com passe livre e melhorias estruturais e tecnológicas nas escolas. Segundo a Prefeitura de Canoas, também houve agradecimento aos profissionais que mantiveram as atividades, além de um apelo para que os demais retornem ao trabalho.
Por outro lado, a categoria decidiu manter a paralisação e avançar para uma greve por tempo indeterminado após assembleia realizada na quarta-feira (15). A mobilização segue nas escolas da rede municipal, com paralisações previstas para os dias 16 e 17 de abril e concentração em frente à prefeitura a partir do meio-dia.
Levantamento em unidades de ensino apontou que parte das escolas teve suspensão total das aulas, enquanto outras operaram parcialmente. Entre as instituições afetadas estão unidades com centenas de alunos, evidenciando o impacto direto no funcionamento da rede.
Os professores reivindicam a reposição salarial de 4,26%, já reconhecida pela prefeitura, mas ainda sem definição de pagamento, além de melhorias na infraestrutura elétrica das escolas e ampliação do quadro de profissionais, com contratação de docentes e monitores. A rede municipal conta com dezenas de escolas de Ensino Fundamental e Educação Infantil, e o impasse segue sem previsão de acordo.

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