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Professores da rede municipal de Canoas definem paralisação para terça-feira

Os profissionais da educação municipal de Canoas aprovaram a realização de uma paralisação de um dia, marcada para a próxima terça-feira (14). A decisão foi divulgada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) após a categoria relatar falta de retorno às reivindicações encaminhadas ao governo municipal.

Foto: Sinprocan/Reprodução

De acordo com o sindicato, o movimento ocorre diante da ausência de respostas sobre pontos considerados essenciais, como reposição salarial, pagamento do piso nacional do magistério, aplicação da Lei do Descongela e medidas de valorização dos servidores. A entidade sustenta que essas demandas já foram apresentadas anteriormente à Prefeitura, sem avanços concretos.

Segundo a presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart, os problemas vão além das questões financeiras e impactam diretamente o cotidiano nas escolas. Ela afirma que há carência de profissionais, falta de segurança e desgaste entre os trabalhadores, especialmente após o início do ano letivo. A dirigente também ressalta que a categoria busca garantir melhores condições de ensino para os alunos.

A deliberação pela paralisação ocorreu após uma reunião realizada na quarta-feira (8) entre o Executivo municipal e representantes de sindicatos e associações do funcionalismo. Conforme o sindicato, o encontro abordou principalmente temas financeiros ligados à Lei Complementar nº 226/2026, que permite a retomada de benefícios suspensos durante a pandemia, como adicionais por tempo de serviço e licenças-prêmio. Ainda assim, a avaliação da entidade é de que não houve encaminhamentos práticos.

Entre outras reivindicações, os professores cobram a implementação do plano de carreira, que, conforme o sindicato, está em atraso há mais de 130 dias, além da ampliação do quadro de profissionais e reforço na presença de monitores nas escolas. A entidade também aponta que contratos temporários próximos do vencimento podem agravar a falta de pessoal na rede.

Atualmente, o município conta com mais de 2,4 mil trabalhadores na educação, sendo 1.934 servidores de carreira, 20 cargos em comissão e cerca de 480 contratados. A possível redução desse número é vista como um fator de preocupação para o funcionamento das escolas.

A paralisação está prevista para ocorrer durante a manhã de terça-feira, com atividades de diálogo e conscientização nas instituições de ensino. Já no período da tarde, os profissionais devem realizar um ato em frente à Prefeitura de Canoas. Após a mobilização, a categoria pretende avaliar os próximos passos e não descarta a possibilidade de greve.

A Secretaria Municipal de Educação informou que não havia sido oficialmente comunicada sobre a paralisação até a tarde de quinta-feira (9) e, por esse motivo, não se pronunciou sobre o caso.


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