Categoria da rede municipal se reúne à tarde para avaliar paralisação iniciada na semana passada
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| Foto: Sinprocan/Divulgação |
Professores da rede municipal de Canoas voltam a se reunir em assembleia geral nesta segunda-feira (27) para decidir os próximos passos da greve iniciada na última quarta-feira (22). O encontro ocorre a partir das 14h, no sindicato dos metalúrgicos, localizado na região central do município.
De acordo com as informações do Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), a mobilização ganhou força nos últimos dias após a rejeição, em assembleia realizada na quinta-feira (23), das propostas apresentadas pela prefeitura. Na ocasião, professores e técnicos em educação básica optaram por manter a paralisação e apresentar uma contraproposta construída pelo comando de greve.
Entre as reivindicações da categoria estão o pagamento integral da reposição salarial de 4,26% já na folha de maio, com valores retroativos, além da aplicação do piso nacional do magistério e maior agilidade na convocação de aprovados em concurso público. Os profissionais também defendem aumento real de salários e manifestam oposição à terceirização e à falta de qualificação de monitores.
Segundo o Sinprocan, cerca de 85% dos profissionais aderiram ao movimento. Com isso, parte das escolas da rede municipal está totalmente fechada, enquanto outras operam parcialmente. Atualmente, o sistema municipal conta com 39 escolas de educação infantil, 44 de ensino fundamental e dois centros voltados à educação inclusiva, atendendo aproximadamente 30 mil estudantes.
Após a assembleia que manteve a greve, os trabalhadores realizaram uma mobilização com passeata para entrega de reivindicações. Na sexta-feira (24), também houve ato na Praça da Emancipação seguido de caminhada até a Secretaria Municipal de Educação.
A Prefeitura de Canoas informou que apresentou um conjunto de medidas para encerrar a paralisação, incluindo a criação de um grupo permanente de trabalho para discutir as demandas, ampliação do vale-alimentação, pagamento do piso do magistério a partir de maio e reposição salarial parcelada ao longo do ano.
A administração municipal afirma que mantém diálogo com o sindicato e representantes da categoria, destacando que a greve impacta diretamente milhares de alunos e suas famílias. Ainda conforme a prefeitura, ações recentes incluem a contratação de monitores de inclusão, realização de concurso público e investimentos na estrutura da rede de ensino.

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