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Prefeituras do RS reduzem ônibus por dificuldades na compra de diesel

Levantamento preliminar da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) indica que 142 prefeituras gaúchas já enfrentam problemas na aquisição de diesel. O total corresponde a 45% das 315 prefeituras que responderam ao questionário da entidade. Diante da situação, gestores municipais priorizam serviços de saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras que dependem de maquinário começam a ser suspensas.

Foto: Ilustrativa/ Reprodução 

De acordo com as informações da Famurs, a presidente da entidade e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, alertou que a situação pode se agravar, afetando o transporte escolar e a circulação de pacientes entre cidades caso não sejam adotadas medidas que garantam o abastecimento.

Ajustes no transporte público

Em Rio Grande, a Transpessoal reduziu, desde 10 de março, horários de ônibus em períodos de menor movimento para conservar o estoque. Linhas com intervalos de 10 a 15 minutos podem passar a operar a cada 20 a 25 minutos.

Em São Leopoldo, o transporte coletivo chegou a ser interrompido no domingo (15) e funcionou apenas em horários de pico no sábado (14). O Consórcio Operacional Leopoldense informou que a operação voltou à normalidade nesta semana, mas a situação continua sendo acompanhada.

Em Novo Hamburgo, a Viação Santa Clara (VISAC) readequará, a partir deste sábado (21), os horários de 29 das 93 linhas aos sábados e domingos, concentrando mudanças nos horários de entrepico.

Em Bento Gonçalves, o transporte coletivo será suspenso aos domingos (22 e 29 de março), e aos sábados (21 e 28) os ônibus circularão apenas das 5h45 às 13h.

Racionamento e abastecimento

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sulpetro) informa que não há desabastecimento de combustíveis no RS, mas o fornecimento de diesel às distribuidoras segue de forma racionada.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), não há restrições à disponibilidade de combustíveis no país, e a Petrobras esclareceu que não atua mais na distribuição desde 2021, sendo seu preço de venda às distribuidoras apenas um dos fatores que influenciam o valor final na bomba.

Impactos internacionais

O aumento do preço do diesel está relacionado ao conflito no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, elevou o preço do barril de US$ 60 para US$ 115, pressionando os custos no Brasil.

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