A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a segunda fase da Operação Revoada, conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Canoas. A ofensiva teve como foco o cumprimento de mandados judiciais para reforçar as investigações sobre um duplo homicídio ocorrido no município, com ações realizadas em Canoas, Porto Alegre e Charqueadas.
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| Foto: PC RS |
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, foram cumpridas 23 ordens judiciais, sendo 22 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Durante a operação, agentes apreenderam oito câmeras de vigilância que, segundo a corporação, eram utilizadas por integrantes do grupo criminoso para monitorar a movimentação em um condomínio residencial.
A investigação apura o assassinato de mãe e filho, de 52 e 20 anos, ocorrido em 21 de janeiro deste ano, no bairro Rio Branco, em Canoas. Conforme a apuração policial, as vítimas teriam ligação com o tráfico de drogas e foram atacadas em meio a uma disputa por ponto de venda de entorpecentes dentro do condomínio. O homem morreu no hospital no mesmo dia, enquanto a mulher, atingida por mais de sete disparos, faleceu em abril.
A delegada Graziela Zinelli afirmou que a operação tem como objetivo fortalecer o conjunto de provas reunidas no inquérito e integra o Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio, voltado à repressão qualificada de crimes contra a vida.
O diretor da Divisão de Homicídios Metropolitana, delegado Rafael Pereira, destacou que as investigações apontam que a liderança criminosa utilizava o sistema de monitoramento apreendido para acompanhar a rotina do local. Já o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, reforçou que executores, mandantes e lideranças envolvidas serão identificados e responsabilizados.
A operação contou com apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal.

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