Os professores da rede municipal de Canoas decidiram manter a greve iniciada em 22 de abril após rejeitarem parte da proposta apresentada pela prefeitura. A categoria prepara uma nova contraproposta para ser entregue ao Executivo, com críticas principalmente à gratificação vinculada ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e ao pagamento de 2% de reposição apenas em 2028.
![]() |
| Foto: Reprodução |
De acordo com informações divulgadas pelo sindicato da categoria, os profissionais defendem a antecipação da reposição salarial para 2027 e rejeitam a criação de mecanismos de bonificação ligados ao desempenho educacional. O vice-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), Júlio Cesar dos Santos, afirmou que parte dos servidores retornou às salas de aula, mas destacou que cerca de 65% da categoria segue mobilizada.
O representante sindical avaliou que o movimento trouxe avanços em pautas consideradas prioritárias pelos profissionais. Entre elas estão as nomeações de concursados, a contratação de monitores para crianças atípicas, a implementação do piso do magistério na folha de maio, além da reposição inflacionária parcelada em seis vezes e da ampliação do uso do vale-alimentação para outras cidades da Região Metropolitana.
A prefeitura de Canoas informou que recebeu com preocupação a continuidade da paralisação e reiterou que mantém diálogo aberto com a categoria. A administração municipal sustenta que a proposta apresentada alcançou o limite da capacidade financeira do município e informou que a oferta não será renovada.
A proposta previa estudos para implantação de aumento real de 2% até 2028, reajuste do vale-alimentação entre 10% e 15% em 2027 e a criação de um mecanismo de valorização profissional com recursos do Fundeb, condicionado a melhorias nos índices educacionais.
Além disso, o Executivo havia proposto o abono dos dias parados em abril mediante homologação judicial no processo que analisa a legalidade da greve.
Segundo a administração municipal de Canoas, a continuidade da paralisação deverá provocar alterações no calendário letivo para garantir o cumprimento dos 200 dias obrigatórios previstos em lei. A projeção inclui redução do recesso escolar de julho para apenas dois dias e extensão das aulas até pelo menos 12 de janeiro de 2027.

0 Comentários