Andrew Heger Ribas, condenado a mais de 50 anos de prisão pelo assassinato do avô e da companheira dele em Cachoeirinha, está foragido após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). A evasão ocorreu na última terça-feira (9), poucos dias após uma decisão judicial determinar sua transferência para uma unidade prisional comum.
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| Foto: Reprodução |
De acordo com informações das autoridades responsáveis pelo caso, um mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte à fuga. A Corregedoria-Geral da Polícia Penal abriu investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido, enquanto forças de segurança realizam buscas para localizar o condenado. A Polícia Civil também acompanha a ocorrência.
O advogado de defesa de Andrew afirmou ter sido surpreendido pela notícia da fuga. Já a Polícia Penal informou que todas as medidas cabíveis foram adotadas imediatamente após a constatação da evasão.
O condenado responde por um crime ocorrido em fevereiro de 2022, quando desapareceram Rubem Affonso Heger, de 85 anos, e Marlene dos Passos Stafford Heger, de 53 anos. Os corpos das vítimas nunca foram encontrados.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que Andrew e sua mãe, Cláudia de Almeida Heger, estiveram com o casal no dia do desaparecimento. Durante o processo, o réu firmou acordo de delação e relatou detalhes sobre a dinâmica do crime.
Em seu depoimento, Andrew afirmou que o avô e a companheira estavam dormindo quando foram atacados. Ainda conforme sua versão, os corpos teriam sido levados para Canoas, onde permaneceram em uma churrasqueira por cerca de 36 horas. Posteriormente, restos mortais e cinzas teriam sido descartados em uma área de mata próxima ao Rio Gravataí.
As investigações também identificaram movimentações suspeitas registradas por câmeras de segurança. Imagens mostraram o uso de colchões para bloquear a visão da garagem da residência das vítimas em Cachoeirinha.
Andrew foi preso em maio de 2022 e, posteriormente, condenado por dois homicídios qualificados, ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos a animais e resistência à prisão. Conforme o mandado de recaptura, ele ainda possui mais de 52 anos de pena a cumprir em regime fechado.
A mãe dele, que também respondia ao processo pelos assassinatos, morreu em março de 2025 após complicações de saúde decorrentes de diversas comorbidades.

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