Mari da Cunha Menezes foi afastada de suas funções nesta segunda-feira (29), conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Ela é investigada por suposto envolvimento na segunda fase da Operação Carrasco, que apura um esquema de eutanásias irregulares de cães e gatos, além de crimes de estelionato relacionados à arrecadação de doações.
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| Foto: Polícia Civil RS |
De acordo com as informações da Polícia Civil, Mari atuava no Cartório dos Animais da 15ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre e foi indiciada por quebra de sigilo funcional. A investigação aponta que ela teria falsificado laudos e repassado informações privilegiadas para a ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes.
Segundo a Polícia Civil, a atuação da investigada permitia que Paula Lopes obtivesse a posse de animais doentes. As apurações indicam que a ex-secretária promovia campanhas de arrecadação por meio do Instituto Paula Lopes para custear supostos tratamentos, mas se apropriava dos valores recebidos enquanto determinava a realização de eutanásias nos animais.
Paula Lopes está presa desde o dia 15 de junho. Além dela e de Mari da Cunha Menezes, também foram indiciados a médica-veterinária Tainara Harth e Marcelo Vieira, marido da ex-secretária.
A defesa de Mari da Cunha Menezes ainda não havia se manifestado sobre o afastamento até a publicação da informação. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

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