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Vereadores de Canoas aprovam proposta de reajuste contestada por educadores em greve

Servidores da rede municipal de ensino de Canoas voltaram a se mobilizar nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, em frente à sede da Prefeitura, enquanto a Câmara de Vereadores aprovava um projeto de reajuste salarial encaminhado pelo Executivo. A medida já havia sido rejeitada pela categoria em assembleias e a votação ocorreu em sessão extraordinária com registros de protestos e clima de tensão.

Foto: Reprodução/ Memória 

De acordo com as informações apuradas, o texto aprovado garante o pagamento do Piso Nacional do Magistério e estabelece reposição salarial baseada no IPCA, com pagamento dividido em seis parcelas a partir de maio. A proposta foi aprovada por 17 votos favoráveis e 3 contrários, poucas horas antes de uma reunião entre representantes da greve e integrantes do governo municipal.

A paralisação, iniciada em 22 de abril, tem como principais reivindicações o aumento real de 10% nos salários, melhorias nas condições de trabalho e atualização dos planos de carreira. Os educadores alegam perdas acumuladas ao longo de anos e criticam a decisão de aprovar o projeto sem consenso com a categoria.

Durante a sessão, manifestantes relataram episódios de confusão, incluindo retirada de pessoas do plenário e troca de ofensas. O ato realizado na Praça da Emancipação reuniu centenas de participantes organizados pelo sindicato da categoria, que reforçaram a insatisfação com a condução das negociações.

A administração municipal declarou que reconhece o direito de manifestação, mas defende que a aprovação do projeto representa um avanço possível dentro das limitações financeiras do município. Também afirmou que segue buscando alternativas para equilibrar a valorização dos profissionais com a responsabilidade fiscal.

As tratativas entre governo e trabalhadores continuam. Segundo integrantes do comando de greve, a aprovação sem acordo prévio é vista como uma tentativa de enfraquecer o movimento, mas a mobilização segue ativa. A categoria avalia os próximos passos e não descarta a continuidade da paralisação, dependendo do resultado das negociações.

A secretária municipal de Educação afirmou que o Executivo permanece aberto ao diálogo e destacou que o pagamento do piso está garantido. Ela também mencionou medidas já adotadas pela gestão, como a contratação de professores e concessão de benefícios, além de sustentar que o percentual de reajuste definido é o viável diante da situação financeira do município.

Uma nova assembleia deve ser convocada para deliberar sobre a continuidade da greve, caso não haja avanços nas negociações com o Executivo.

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