O Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Civil e a Brigada Militar realizaram, nesta terça-feira (30), uma operação de buscas por possíveis vestígios dos corpos de três integrantes da família Aguiar em uma área de mata próxima à Estrada do Paquetá, no bairro Mato Grande, em Canoas. A ação foi motivada por uma denúncia anônima, mas terminou sem localizar os desaparecidos, que não são vistos desde janeiro deste ano.
![]() |
| Foto: Ilustrativa |
De acordo com as informações das autoridades responsáveis pela investigação, as equipes iniciaram os trabalhos por volta das 10h e contaram com o apoio de uma cadela farejadora durante a tarde. As buscas foram encerradas por volta das 15h15. Segundo o delegado Anderson Spier, a denúncia foi considerada relevante, embora não tenha confirmado a localização dos corpos. Ele ressaltou que diversas informações já foram apuradas ao longo da investigação, mas nenhuma trouxe elementos conclusivos.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Cristiano Alvarez, acompanhou a operação e afirmou que a possibilidade de os corpos estarem na região ainda não está descartada, apesar de nada ter sido encontrado na diligência realizada nesta terça-feira.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira de Aguiar, de 70, desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro. A família morava em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, e está desaparecida há mais de cinco meses.
Mesmo com o inquérito policial concluído em abril, novas diligências seguem sendo realizadas sempre que surgem informações consideradas relevantes. Conforme a investigação, análises complementares foram finalizadas recentemente, mas não apresentaram novos elementos capazes de alterar as conclusões já obtidas.
A investigação trata o caso como um feminicídio e um duplo homicídio, diante da avaliação de que são remotas as possibilidades de encontrar as vítimas com vida. O principal acusado é o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, que permanece preso e responde por homicídio, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Também respondem ao processo a atual companheira do policial, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, denunciada por participação nos homicídios, ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho, além de Wagner Domingues Francisco, irmão do acusado, denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. Ambos respondem às acusações em liberdade.

0 Comentários