Um homem de 29 anos foi preso em Canoas durante a investigação sobre o assassinato de Jaider Torão Ferreira Júnior, de 36 anos, executado a tiros após deixar uma clínica de fisioterapia, em Porto Alegre. A ação foi realizada na terça-feira (30) por policiais da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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| Foto: PC RS/ divulgação |
O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (29), por volta das 9h45, na Rua Doutor Gastão Rhodes, no bairro Santana, em Porto Alegre. Jaider Torão Ferreira Júnior foi atingido por mais de 20 disparos quando acompanhava a esposa, que havia saído de uma sessão de fisioterapia. Ela não ficou ferida.
As investigações indicam que os autores chegaram ao local em um Renault Captur. Após os disparos, roubaram um táxi para escapar e, pouco depois, abandonaram o veículo, embarcando em outro automóvel para continuar a fuga.
Conforme a Polícia Civil, o assassinato foi a décima execução registrada em menos de uma semana em Porto Alegre. A principal linha investigativa considera que a sequência de homicídios possa estar relacionada às disputas entre organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
Conhecido pelo apelido de "Nenê", Jaider era apontado pelo Ministério Público como integrante da organização criminosa Os Bicudos, originária de Canoas e aliada da facção Bala na Cara. Ele também era investigado pela morte de Lucas Bibiano da Silva Barcellos, o "Nego Drama", ocorrida em julho de 2025, em Canoas. Pelo caso, chegou a ser preso pela DHPP do município, mas cumpria pena em regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica.
O histórico criminal da vítima também inclui participação em um assalto a uma agência bancária em São João Batista, em Santa Catarina, em fevereiro de 2017. Na ocorrência, ele foi baleado e preso. A ação terminou com três criminosos mortos e dois policiais feridos, enquanto a investigação resultou, posteriormente, na prisão de 16 suspeitos.
O Departamento de Homicídios informou que acionou o Protocolo das Sete Medidas Contra Homicídios, estratégia desenvolvida para ampliar o combate aos assassinatos por meio da atuação integrada entre Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Penal, com foco na repressão às organizações criminosas.

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